Contos de Tenetz

Yordan Raditchkov

Editora: Thesaurus (Brasília)
Páginas: 125
Encadernação: Brochura
Estado do livro: Novo
Peso: 210g
Ano da edição: 2004
Idioma: Português
ISBN: 8570624573
Estante: Contos
Cadastrado em: 12/01/18
Descrição: Livro novo, em excelente estado. Impresso em papel pólen, de cor bege, de 80 gramas. Edição primorosa. Sem dedicatória, sem nomes anotados, sem carimbos, sem riscos, sem sublinhados, sem marcações, sem furos, sem manchas de umidade; páginas claras, sem danos. Dimensões: 21 cm x 14 cm x 1 cm. Orelha esquerda com foto e dados do autor; orelha direita, dados dos tradutores. Tradução e textos introdutórios: Rumen Stoyanov e Anderson Braga Horta. Observação: apresenta ilustrações, em preto e branco, nas páginas separatórias dos contos. Estoque: um exemplar. // O envio será feito com seguro de remessa. // Yordan Raditchkov (1929-2004) foi um escritor búlgaro. Conforme muito bem observa Rumen Stoyanov, em sua introdução ao volume, a Bulgária é um país peculiar, que vive longe dos holofotes, um tanto isolado. De fato, a maioria dos brasileiros sabemos pouco a respeito daquele país. Isso, no entanto não significa que a Bulgária não tenha uma significativa origem, que remonta há pelo menos seis mil anos. Stoyanov exibe um pouco das peculiaridades búlgaras e diz que o faz para que se possa melhor apreciar os contos (curtos e modernos) de Yordan. De fato, após aquele texto e também mediante as claras observações de Anderson Braga Horta, os “Contos de Tenetz” adquirem um significado muito especial. Podemos perceber, por exemplo, que a “aldeia búlgara imaginária” em que se passam todas as histórias (à exceção de uma, que transcorre em Sófia) representa, de certa maneira, uma metáfora da própria Bulgária, uma maneira simbólica de referir-se à nação, que, embora europeia, possui uma localização geográfica, uma história e uma formação muito diferenciada em relação aos países mais “badalados” do Continente. Isso fica muito perceptível, por exemplo, no conto “Paris Está de Férias”, em que um simplório aldeão búlgaro vai de trem a Paris. Nesse conto de viagem, Yordan descreve a aventura de seu personagem de uma maneira simples e realista, porém, cria uma atmosfera que remete às narrativas de Kafka ou ao teatro do absurdo de Beckett. Yordan consegue o prodígio de escrever suas histórias de um jeito em que o passado medieval e a modernidade (às vezes com toques de ficção científica) se fundem. Na verdade, Yordan é dono de um estilo único. Posso mesmo dizer que nunca vi alguém escrever como ele. Há uma mistura de fábula com sonho, de realidade com fenômenos transcendentais ou simplesmente absurdos. Porém, e esse é um ponto importante, tudo escrito de uma maneira incrivelmente clara, delicada e elegante. E há crítica social e de costumes, sim. Porém, sempre de um modo terno, gentil, humano. É um livro difícil de resenhar porque só mesmo lendo a obra se torna possível apreciar tudo que estou dizendo e mais, dada sua originalidade. Resta cumprimentar os tradutores que conseguiram abrir mão de suas próprias dicções e estilos para transmitirem ao público brasileiro um pouco da imensa e respeitada obra de Yordan Raditchkov, autor de mais de 60 livros e peças teatrais. (Ricardo Alfaya)

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