Totem e as vanguardas dos anos 1960/70

Joaquim Branco

Editora: FUNCEC (Fundação Comunitária Educacional de Cataguases – Cataguases-MG)
Páginas: 168
Encadernação: Brochura
Estado do livro: Novo
Peso: 276g
Ano da edição: 2013 (1ª reimpressão da obra, editada em 2009)
Idioma: Português
ISBN: 9788561636081
Estante: Crítica Literária
Cadastrado em: 05/01/17
Descrição: Livro novo, sem uso, em perfeito estado. Sem dedicatórias, sem nomes manuscritos, sem riscos, sem sublinhados, sem carimbos, sem marcas de fita adesiva, sem furos, sem rasgos, sem marcas de umidade. Poucos exemplares à venda na internet, usados; novo, só aqui, no Alfaya Livreiro. Dimensões: 21 cm x 14 cm x 1 cm. Nas duas orelhas, comentários de diversos escritores e críticos. Capa de Fernando Abritta, artista gráfico e poeta visual.  Miolo fartamente ilustrado com poemas concretos e visuais de diversos autores (inclusive, dois de minha autoria), além de fotografias de época - todas em preto e branco.  // Esse livro, que chegou a ser notícia em telejornal da Globo News, vem suprir uma importante lacuna. Em tom de narrativa (e Joaquim Branco é um excelente narrador) o autor vai contando, com riqueza de detalhes, os principais episódios históricos que marcaram o advento do concretismo, do poema processo e da poesia visual. Mostra ainda, com singular clareza, as diferenças de estilo, propostas e estruturas desses diferentes gêneros. Exibe ainda no que se distinguem da poesia discursiva praticada até então. O autor fala de uma perspectiva privilegiada, pois ele próprio tem sido um praticante desses gêneros literários, desde que surgiram. Em Cataguases, ele foi um dos fundadores e integrantes do grupo “Totem”, que atuava de diversas formas, inclusive, produzindo jornais literários. Por outro lado, apesar de ser um participante, o autor exibe, com coragem, as críticas que se fizeram a esses movimentos, muitas de teor negativo, comentando-as com moderação, permitindo que o leitor chegue a seu próprio parecer. É um livro que contém poesia, crítica e História. Tudo muito bem organizado e distribuído em sete capítulos. Uma obra que principia em Cataguases-MG, viaja pelo Brasil e dialoga com os movimentos artísticos internacionais. Que mostra o que foi a Arte Correio; que resgata o movimento da geração mimeógrafo; que expõe o turbilhão de material impresso que circulava pelos correios; que comenta sobre os inúmeros jornais culturais existentes, mostrando a diferença entre eles; que registra alguns dos nomes dos artistas brasileiros mais atuantes no período em estudo; que apresenta a ação e reação dos escritores e críticos consagrados (Antonio Cândido, Gullar, Affonso Romano, irmãos Campos e muitos outros); que mostra a atividade literária como um foco de resistência ao autoritarismo e ao obscurantismo da ditadura militar; que revela o risco enfrentado pelos participantes desses movimentos. E, apesar do tom claro e direto (que proporciona uma leitura agradável), trata-se de uma obra densa, que nitidamente exigiu muito esforço e método, como aliás o indica também a substanciosa bibliografia em que se fundamenta o autor. Obra para ficar, para entrar para a História da Literatura Brasileira, como um dos depoimentos e documentos mais importantes já produzidos. Em suma, um livro único e indispensável ao interessado em Literatura Brasileira e na História de nossa cultura. (Ricardo Alfaya)

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