Máquina Mundi

Marcelo Mourão

Editora: Oficina (Rio de Janeiro)
Páginas: 138
Encadernação: Brochura
Estado do livro: Novo
Peso: 258g
Ano da edição: 2016
Idioma: Português
ISBN: 978-85-8051-078-2
Estante: Poesia
Cadastrado em: 25/10/16
Descrição: Livro novo, sem dedicatória, sem riscos, sem sublinhados, sem carimbos, sem rasgos, sem manchas de umidade, lançado no final de 2016, completamente limpo e em perfeito estado. Capa: Tchello d’Barros. Arte da quarta capa: Natália Tinoco. Orelhas: Tchello d’Barros. Texto da quarta capa: dados do autor. Prefácio 1: Leila Míccolis. Prefácio 2: José Henrique Calazans. Contém ainda 25 páginas, ao final, de fortuna crítica, assinadas pelos mais diversos escritores. Dimensões: 21 cm x 14 cm x 1 cm. // O envio será feito com seguro de remessa. // “Máquina Mundi” promove o convívio harmônico entre poemas discursivos, concretos e visuais. Mesclar poesia visual com discursiva é sempre um risco, pois exige uma edição muito cuidadosa, o que, aliás, fez a Oficina, aplicando papel “offset” branco de 90 gramas, recurso que permitiu a intercalação dos visuais, sem produção de sombra. De fato, pode-se dizer que essa foi uma edição primorosa, desde a bela e criativa capa, assinada por Tchello d’Barros, em que um dos poemas discursivos do livro se transforma numa imagem ostensivamente inspirada em “A Criação de Adão”, uma das mais importantes pinturas do teto da Capela Sistina, feita por Michelangelo; ao fundo, veem-se circuitos eletrônicos que sugerem tanto a grande mídia quanto a informática, temáticas centrais e recorrentes no livro. O mapa-múndi de “Máquina Mundi”, diz respeito, sobretudo, ao nosso tempo e à sua volatilidade, impermanência e instabilidade. Nisso, pode-se dizer que muitas das preocupações do meu livro “Fronteiras em Liquidação” (à venda neste portal) surgem em “Máquina Mundi”, o que, mais do que uma simples coincidência, mostra que tanto eu quanto Marcelo estamos atentos aos acontecimentos e ideias que têm norteado este nosso tempo. Bauman, por exemplo, é uma referência explícita em ambas as obras. // Concisão e humor são também palavras que definem bem a “Máquina Mundi”, de Marcelo. Aliás, engraçado, fazer essa metáfora-metonímia e pensar o livro como uma “Máquina”, motor do mundo: cada livro existente ou por existir, como peça dessa fabulosa e impossível máquina. Todo livro que se produz, metonímia do “grande” e abstrato “livro de livros” que sintetizaria, imaginariamente, tudo que já se escreveu. // “Máquina Mundi”, seria, pois, a máquina-motor do mundo? A eterna e ainda insolúvel discussão: o que move o mundo, a matéria ou a ideia? Muito antes de António Damásio, já observara Bertrand Russell (no prefácio a seu “A Análise da Mente”) que os biólogos contemporâneos vêm tornando a emoção cada vez mais corporal, enquanto que os físicos, ao contrário, vêm tornando a matéria cada vez menos “material”. // Outro aspecto importante, no livro de Marcelo, é que os poemas visuais não se encontram ali por mero acaso. Acham-se também criticamente ligados a esse centro de indagações e dialogam com os discursivos. // O empenho de Tchello d’Barros e agora o cometimento de Marcelo Mourão, poetas da geração mais recente, mostram que se pode pensar numa continuidade da poesia visual enquanto gênero. E não há que se sobrepor a nada, mas conviver. Já no belo “Textuagens”, de 2014, Joaquim Branco publicara um livro de poemas em que convivem, na mais perfeita paz e harmonia, trabalhos visuais e discursivos. Não tenho dúvida em afirmar que, por tudo isso, quase ao fechar do ano de 2016, Marcelo trouxe à lume uma obra de grande contribuição para a poesia brasileira e um dos livros mais valiosos do ano de sua edição, em seu gênero. // Marcelo Mourão é professor graduado em Letras e pós-graduado em Literaturas de língua portuguesa. Tem dois outros livros publicados: “O diário do camaleão”, poesia, 2009, e “Temas em Literatura de língua portuguesa: os diferentes olhares”, crítica literária. Além de professor, poeta e crítico literário, Marcelo é também produtor cultural, sendo um dos idealizadores e apresentadores do sarau POLEM (Poesia no Leme), atualmente acontecendo no bairro da Lapa, no Centro do Rio de Janeiro. (Ricardo Alfaya)

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